quarta-feira, 10 de junho de 2009

PROJETO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO


As turmas de 1º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Divino Barbosa Pereira encerraram o Projeto “Sítio do Picapau Amarelo” neste mês
e realizaram atividades artísticas objetivando uma aprendizagem significativa, tais como:
horas do conto,
confecção de personagem para ‘visitar’ a casa dos alunos,
teatro de fantoches,
aulas de música com Clarisse Bueno – canto e composição,
confecção de livro do aluno com exercícios para desenvolvimento cognitivo,
desenho e pintura.
Professoras responsaveis:
Marlova Jacobsen (turmas 1 e 2) e Hellen Franção (turma 3)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Projeto Nosso Corpo_recreação e arte

Projeto: Nosso corpo

Objetivos:
No final do projeto os alunos deverão ser capazes de:
Identificar todas as partes do corpo;
Conhecer as partes do corpo;
Reconhecer os sentidos;
Identificar e diferenciar as partes do próprio corpo com as partes do corpo dos amigos;
Vestir-se e desvestir-se sozinho;

O professor deverá:
Estimular as crianças a: rolar, agarrar, sentar, engatinhar, andar em um pé só, andar sobre linhas – Trabalhando assim atividades de Psicomotricidade;
Estimular o raciocínio e a atenção;
Estimular a Socialização;
Estimular as crianças a explorar todos os sentidos de forma abrangente.

Culminância:
Ginástica orientada com músicas;
Montagem de um mural e de dois bonecões para brincar e enfeitar a sala de aula.

"Rodinha":
Num segundo momento o professor deve conversar de forma informal sobre cada parte do corpo: boca, nariz, orelhas, braços, mãos, tronco, pernas, pés... Para que servem? – O professor deve provocar as crianças com esta pergunta para cada parte do corpo que for citada.

Deixar que os alunos se expressem livremente, fazendo as devidas colocações e orientações. Ao fim da conversa sugerimos o trabalho com as músicas já bastante conhecidas das crianças.

Músicas para cantar e dramatizar:

1 - Partes do Corpo:
Cabeça, ombro, joelho e pé.
Cabeça, ombro, joelho e pé.
Olhos, ouvidos, boca e nariz.
Cabeça, ombro, joelho e pé.

Pedir que as crianças mostrem as partes do corpo em si e nos amigos;
Mostrar gravuras e pedir que indiquem as partes do corpo.

2 - Pop Pop:
Coloque a mão para frente,
Coloque a mão para o lado,
Coloque a mão para frente,
Balança ela agora
Eu danço pop pop
Eu danço pop pop
Eu danço pop pop
Assim é bem melhor!

(Repetir com todas as partes do corpo possíveis.).

3 - Preá
Sai sai sai ó preá
sai dessa lagoa
Sai sai sai ó preá
sai dessa lagoa
Põe uma mão na cabeça
A outra na cintura
Dá um remelexo no corpo
Dá um abraço no outro

Relaxamento...

Aproveitar as cantigas da Xuxa e do estímulo que provoca nas crianças, concluir com o relaxamento da música: Feche os olhos – Do CD Xuxa só para baixinhos 1.

Brincar com o corpo e com os sentidos...
O professor deve propiciar atividades diversas de Psicomotricidade:

Pular em um pé som ao ritmo de uma música;
Andar em cima de uma linha traçada no chão com uma bola na mão;
Subir e descer escadas ao ouvir determinados sons;
Engatinhar, saltar, com ritmo ou livremente;
Virar cambalhota com auxílio do professor em um colchonete;
Vestir e desvestir-se, com a roupa pedida, a cada ordem do professor;
Dançar em diferentes ritmos;
Pular entre bambolês;
Imitar animais;
Andar em curvas;
Arremessar e agarrar bolas;
Brincar de Chefinho mandou;
Brincar de Morto-Vivo;
Brincar de Estátua;
Brincar de cabra-cega;
E inúmeras outras atividades de acordo com a necessidade da turma, material disponível, tempo e desejo do professor...

Sugestões de Alguns Jogos de Trabalho com corpo e explorando os sentidos:

1-Caçador de tartarugas:
Os jogadores dispersam-se pelo pátio: são as tartarugas. Ao sinal, o caçador sai correndo para pegar as tartarugas. Estas evitarão ser apanhadas deitando-se de costas, pernas e braços encolhidos, imitando tartaruga deitada de costas. Enquanto estiverem nesta posição, não poderão ser caçadas. O jogador que for apanhado será eliminado.

2 – Jogo das Cores:
Sentados em círculos, os alunos devem aguardar a indicação do professor. Ao indicar uma cor, exemplo: verde – Todos devem sair correndo e tocar em algo da cor indicada.

3 – Me dá um abraço:
Os alunos devem estar distantes um do outro. Ao sinal especificado: Três palminhas dadas pelo professor, por exemplo, todos devem correr e encontrar um amigo para abraçar.

4 - Lobos e Carneirinhos:
Formação: Traçar no chão duas linhas afastadas cerca de 20 metros uma da outra. As crianças são divididas em dois grupos: lobos e Carneirinhos. Cada grupo se coloca atrás de uma linha. O grupo dos lobos fica de costas para o grupo dos Carneirinhos. Desenvolvimento: Ao sinal do professor, os Carneirinhos saem a caminhar, o mais silenciosamente possível, em direção aos lobos. Quando estiverem bem próximo deles o professor diz: “Cuidado com os lobos”!Estes, então, voltam-se rapidamente em partem em perseguição aos Carneirinhos. Os Carneirinhos apanhados antes de alcançar a linha original (de onde vieram) passam a ser lobos. Na repetição da brincadeira invertem-se os papéis.

Sugestão: Antes de proporcionar essa brincadeira, é interessante que se explore o que se sabe e se discuta sobre esses animais: Como são? Quem já viu um carneirinho? Quem já viu um lobo? Onde? Quando? Se viu o que achou do animal? Vamos imitar um lobo? Vamos imitar um carneirinho? O professor deve explorar o tema de acordo com o interesse das crianças.

sábado, 18 de abril de 2009

E.V.A._Arte para Escola e encomendas



sexta-feira, 10 de abril de 2009

Desabafo e pesquisa em Alfabetização

Este foi um pequeno 'desabafo'... decidi postar porque não quro esquecer que muitas coisas tive que 'aturar' de colegas tradicionais, que só sabem criticar (o que desconhecem!), mas não se interessam pela pesquisa!
Pesquisei em uma noite (em que estava p..) pois não suportava mais comentários destrutivos ao meu trabalho, no outro dia levei para a escola, pois havia reunião... falei resumidamente tudo o que escrevi aqui, mas quando entreguei esta pesquisa para as colegas... nem leram!!! Já era de se esperar!!!

Que letra usar na alfabetização de crianças? Cursiva ou MAIÚSCULA? _yahoo respostas
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061018134935AAGkduY

Sou Pedagogo e trabalho alfabetizando crianças de 6 anos. Alguns livros de alfabetização trazem apenas letras maiúsculas, mas os pais cobram muito o ensino da letra cursiva, qual é melhor para o aprendizado da leitura e da escrita?
Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta
Oi, fui professora de alfabetização por muito tempo, fiz o PROFA( programa para professores alfabetizadores) para ensinar a ler e escrever o melhor é começar pela letra de forma A, U B D G.pois são mais fáceis de traçar, não esquecendo que sãos esses tipos de letras que são encontradas em revistas, jornais, tv, etc. após trabalhar e sentir que as crianças estão mais seguras ir apresentando aos poucos as palavras escritas também com letra cursiva e deixa-las a vontade, sem cobrar, pq se ele reconhece as letras não demora muito estarão escrevendo de todo jeito. ah lembre aos pais que eles( os filhos) terão bastante tempo para escrever, o mais importante é que eles saibam o que estão escrevendo, não é?é bom ter a participação dos pais, mas não esqueça que vc e as crianças é que sabem o que esta ou não dando resultado na sala, e que primeiramente deve ser respeitado o tempo de cada criança. espero ter ajudado. bjs
Outras Respostas (8)
· by
Olá,Segundo minha mãe, que é alfabetizadora, letra maiúscula é melhor porque a criança poderá encontrar esse tipo de letra em várias publicações tais como: livrinhos infantis, rótulo de produtos, outdoors, encartes de supermercados etc.Como esse tipo de letra está mais presente no cotidiano(leitura incidental), facilita a prática da leitura e conseqüentemente a da escrita.Explique aos pais que esse é o melhor método de a criança aprender mais fácil.Quando já estiverem mais seguras na leitura, o aprendizado em letra cursiva será mais simples.Abs
· by Marcela Santos
Olha, eu trabalhei como educadora e ideal seria se a letra cursiva fosse introduzida quando a criança dominar o alfabeto e conseguir ler, afinal os livros de educação infantil não possuem letra cursiva... isso dá um nó na cabeça dos pequeninos... os pais hoje em dia não se preocupam com o processo de evolução das crianças e sempre querem atropelar as etapas...
· by deia
Eu sou professora de educação infantil, e dentro das palestra com profissionais que já tive , devemos usar letra de forma,com crianças de educação infantil.
· by nininha
Pela experiência que tenho como educadora, digo que utilize letra usada pela imprensa, independendo se maiúscula ou minúscula, pois é a forma mais encontrada nos diversos textos que você deverá apresentar aos seus alunos (histórias infantis, notícias de jornal, histórias em quadrinhos, poesias, etc...), não se esquecendo de apresentar também a letra cursiva (maiúscula e minúscula) e como mãe posso dizer que depois que seus alunos estiverem familiarizados com as letras eles passarão para a letra cursiva naturalmente, posso afirmar pois aconteceu com meus filhos. Sucesso em sua carreira pois ela é emocionante.
· by Eliana G
Prefiro a letra maiúscula, para que a criança não tenha muitos caracteres para aprender no início, e também por ser mais fácil de escrever!
· by roxane
eu prefiro maiusculas e bem coloridas a criança asssocia melhor com as cores
· by suzi
Primeiramente você fale para os pais , que eles precisam ficar menos ansiosos. a letra ideal é a maiúscula .
· by Fernanda
Para a alfabetização a letra maiúscula é mais aconselhável, pois é de mais fácil visualização e a coordenação motora é mais simples, a letra cursiva pode-se utilizar depois que as crianças já estiverem mais coordenação e maturidade.
· by nadeshik...
Devemos começar com a letra de fôrma, porque além de ser de mais fácil compreensão, treina bastante a coordenação motora da criança. Mas quando a classe já souber todas as letras e estiver progredindo na leitura, comece vagarosamente a transcrição para a letra cursiva!Os pais podem cobrar à vontade...

OBSERVAÇÃO: Neste site, qualquer pessoa pode responder... Portanto não é necessário ser um estudioso no assunto para saber qual é o melhor, mas se caso ainda surgir dúvidas, a pesquisa é fundamental!!!

O site da Revista Nova Escola traz dois textos sobre as dúvidas neste caso:
Como podemos proceder no ensino das letras? http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/criancas-devem-aprender-escrever-letra-forma-depois-passar-cursiva-428549.shtml
Respostas às dúvidas freqüentes em alfabetização: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/todos-podem-aprender-423838.shtml

Ainda em relação à alfabetização de modo mais abrangente, para facilitar, podem-se ler os seguintes sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabetiza%C3%A7%C3%A3o
http://tatiana-alfabetizacao.blogspot.com/
http://cantinhoencantadodaeducacaoinfantil.blogspot.com
http://abcdaproerika.blogspot.com/
http://reginapironatto.blogspot.com/
http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/momento-atual-423395.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/ler-escrever-verdade-423924.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/aposte-alto-capacidade-alunos-429248.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/alfabetizar-todo-dia-431196.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/todos-podem-aprender-423838.shtml
PS: apenas tive tempo de pesquisar (e ler) estes... dicionário, blogs e site da revista nova escola, porém caso houver interesse, basta pedir que auxiliarei a pesquisa com prazer!

E, pra quem não tem acesso à Internet, existem os livros (escritos por estudiosos sobre alfabetização!):
PAULO FREIRE (Pedagogias da autonomia, da tolerância, do oprimido, da indignação, dos sonhos possíveis, da esperança; “Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra”; “Importância do ato de ler”; “Educação e mudança”, dentre outros)

PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITAFERREIRO, E.; TEBEROSKY, A - Editora Artmed

FORMANDO CRIANÇAS LEITORAS - VOL. 1JOLIBERT, J. - Editora Artmed

ESCREVER E LER - VOL. 2CURTO, LLUÍS MARUNY; MORILLO, MARIBEL MINISTRAL; TEIXIDÓ, MANUEL MIRALLES - Editora Artmed

ENSINAR A LER, ENSINAR A COMPREENDERTERESA COLOMER; ANNA CAMPS - Editora Artmed

AS CRIANÇAS E A CULTURA ESCRTITAJAQUES BERNARDIN - Editora Artmed

LER E ESCREVER NA ESCOLADELIA LERNER - Editora Artmed

CONTEXTOS DE ALFABETIZAÇÃO INICIALANA TEBEROSKY, MARTA SOLER GALLART E COLS. - Editora Artmed

A CRIANÇA NA FASE INICIAL DA ESCRITAANA LUIZA BUSTAMANTE SMOLKA - Editora Cortez

CAMINHOS PARA APRENDER A LER E ESCREVERJOSETTE JOLIBERT, CHRISTINE SRAIKI - Editora Contexto

DE PROFESSOR A EDUCADOR - CONTRIBUIÇOES DA PSICOPEDAGOGIA ALVES, MARIA DOLORES FORTES - Editora Wak

APRENDIZAGEM ESCOLAR E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTOCÉSAR COLL - Editora Artmed

ALFABETIZAÇÃO MÉTODO SOCIOLINGÜÍSTICOONAIDE SCHWARTZ MENDONÇA; OLYMPIO CORREA MENDONÇA - Editora Cortez

ANALFABETISMO FUNCIONAL: O MAL NOSSO DE CADA DIAMOREIRA, DANIEL AUGUSTO - Editora Thomson Learning (Pioneira)

O ENSINO E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR - 2.ED. REVISTAANGELA B. KLEIMAN; INÊS SIGNORINI E COLS. - Editora Artmed

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS CONSTRUÇÃO E INTERCÂMBIO - 7.ED. ANA MARÍA KAUFMAN; MIRTA CASTEDO; LILIA TERUGGI; CLAUDIA MOLINARI - Editora Artmed

O julgamento precipitado ou sem uma base fundamentada em pesquisas ATUAIS e de fácil CORROBORAÇÃO não permite o desenvolvimento... tanto do estudante quanto do profissional da educação, quanto da escola em questão ou até mesmo da sociedade!
Em outras palavras, parafraseando Paulo Freire... “não basta saber que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” (Paulo Freire).
Boa pesquisa!
Abraços!
Marlova Gonçalves Jacobsen

domingo, 11 de janeiro de 2009

Saudade! 1º ano, turma 02/2008

Algumas atividades de 2008...
Olhando essas fotos, parece que meus alunos estão pertinho de mim!
Nossos momentos foram muito bons!
Servindo de motivação para o ano letivo de 2009...

Atividade com Glossário nos Grupos Áulicos
Jogos pedagógicos

Teatrinho de fantoches

Homenagem às Mães
Circuito psicomotor
Estações: leitura e desenho, modelagem, blocos lógicos,
material dourado, alfabeto móvel e jogos.
Projeto Fome de Ler
Hora do Conto_Pintura e modelagem
"Os brinquedos" André Neves
Confecção de cartaz
Recreação
Escada dos níveis psicogenéticos

domingo, 14 de dezembro de 2008

Caixinhas decoradas

Montagem de algumas caixinhas que decorei em 2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Projeto Fome de Ler

C.I.M. - Escola José Divino Barbosa Pereira
Professoras responsáveis pelo Projeto
André Neves mostrando seu talento à todos! - do livro "O Capitão e a Sereia"
André Neves e eu - ao fundo, os trabalhos dos meus alunos




terça-feira, 22 de julho de 2008

O prazer cabe, sim, na sala de aula

Reportagem on-line /NOVA ESCOLA
18 de Fevereiro de 2008

De acordo com a psicopedagoda Alicia Fernández, o segredo está em extrair das diferenças o prazer da troca. "Entre o ensinante e o aprendente há um campo de diferenças onde se situa o prazer de aprender", disse.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Entrevista com José Pacheco - Escola da Ponte

Sobre a Escola da Ponte!
O educador português conta como é a Escola da Ponte, em que não há turmas, e diz que 'quem quer inovar deve ter mais interrogações que certezas'.

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0171/aberto/mt_134319.shtml

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Alfabetização informal na Ed. Infantil: estudo de caso

Crianças de pré-escola aprendem a fazer indicações de livros para pessoas da escola e da comunidade e, assim, compartilham suas histórias preferidas.

"Quando eu era bebê eu era bonito? Em outros lugares os animais perguntaram a seus pais a mesma coisa, mas quando chegou na história do sapo a conversa foi outra. E se você quiser saber o restante desta história compre o livro: Como É que Eu Era Quando Era Bebê?"
Luana, Lucas, André, Melissa, Giovanna e Laura estavam na préescola e, apesar de ainda não terem sido formalmente alfabetizados, já gostavam muito de histórias, como se pode ver no texto acima, criado por eles na Creche/Pré-Escola Central da Universidade de São Paulo (USP).Como todas as crianças que chegam aos 6 anos, eles tiveram a chance (no ano passado) de participar de um projeto de imersão no universo da leitura e da escrita que culminou com a produção de resenhas sobre as obras preferidas.
O grupo escreve a resenha: um escriba passa para o papel as idéias e opiniões dos colegas sobre os livros prediletos.

"Um trabalho desse tipo é uma necessidade hoje, pois as crianças precisam ter acesso à norma culta desde cedo para poder ter uma participação social efetiva no futuro", diz Beatriz Gouveia, coordenadora do Programa Além das Letras do Instituto Avisa Lá, em São Paulo."Engana- se quem acha que isso é escolarizar a Educação Infantil, ocupando o tempo da brincadeira para ensinar conceitos e definições da língua.Assim como oferecemos experiências com música, arte e natureza, apresentar práticas sociais de leitura e escrita é algo que as crianças também têm o direito de vivenciar."
De fato, num país como o nosso, em que apenas 26% da população é plenamente alfabetizada e onde cada cidadão lê em média apenas 1,8 livro por ano (contra 2,4 na Colômbia, cinco nos Estados Unidos e sete na França), estimular a leitura desde os primeiros anos de escolaridade é uma importante missão da escola.
Na Creche da USP, o contato com textos começa bem antes de a garotada aprender a ler e escrever. Os professores formam bons leitores utilizando livros de vários gêneros (contos de fada, contos modernos, lendas, mitos e fábulas) desde o berçário. A partir de 1 ano e meio de idade, todos podem pegar emprestadas obras na biblioteca. Não é de estranhar que, aos 6, essa turma consiga produzir resenhas. O projeto Indicação literária se encerra com a Feira Cultural do Livro. "O objetivo é que as crianças usem os textos para convidar familiares e funcionários a ler os livros de que elas mais gostam", explica Clélia Cortez Moriama, coordenadora pedagógica.

Em 2006, as professoras Andréa Bordini Donnangelo e Cláudia Elisabete Duarte Calado de Souza perguntaram: "Como podemos ajudar os visitantes da feira a ler nossos livros prediletos?"Surgiram respostas como apontar oralmente os mais apreciados e expor os exemplares da biblioteca. Elas, então, apresentaram as inconveniências dessas ações e propuseram a criação de textos curtos com informações sobre cada obra.

As crianças manusearam catálogos de editoras, leram as resenhas com as professoras e se convenceram de que essa era uma boa solução.Na biblioteca, escolheram os títulos preferidos e, em grupos de quatro ou cinco, entraram em ação.Para começar, todos retomaram a leitura para relembrar a narrativa e discutir como produzir os textos.

Cada grupo tinha um escriba,que passava para o papel o que era ditado pelos colegas. A primeira versão trazia informações como título, autor, editora e uma curta descrição. Em seguida veio a revisão - apenas uma resenha por dia para preservar as outras atividades de rotina. Primeiro, Andréa e Cláudia leram cada texto na íntegra e em voz alta. Depois, releram em partes, perguntando se havia algo a alterar. "Chamávamos a atenção para os erros de concordância e as marcas da oralidade, como né e tá", explica Andréa. "A ortografia não é importante nessa idade", complementa Cláudia.As modificações foram copiadas no quadro- negro e uma criança de cada grupo anotou a nova versão.

O objetivo era estimular o propósito social e comunicativo da escrita. Por fim, os textos foram colados em cartolinas colocadas na entrada da Feira Cultural do Livro.No dia do evento, os pequenos mostraram suas produções aos visitantes e alguns até compraram os livros indicados para ter um exemplar em casa.

As indicações feitas pela garotada vão para o mural, onde são lidas pelos visitantes da feira do livro.

Produzir resenhas literárias...
Ajuda a formar bons leitores e escritores.
Apresenta um gênero textual.
Ensina a socializar os livros prediletos.


Aprendizes de críticos

O sucesso de um projeto de indicação literária depende de certos requisitos. A assessora Beatriz Gouveia apresenta algumas condições didáticas importantes:
Tenha um bom acervo de livros. Para selecionar os títulos mais adequados, certifique-se de que eles são bem ilustrados e não têm vocabulário pobre ou infantilizado. A trama, é claro, deve ser interessante.
Leia diariamente para as crianças. Essa ação deve fazer parte da rotina e não apenas "se sobrar tempo".
Prepare-se para a leitura. É importante arrumar o ambiente para que as crianças fiquem confortáveis. Também é essencial ler o livro antes de socializá-lo com a turma. Assim, você consegue fazer uma breve apresentação do que será lido.
Ensine a diferença entre ler e contar. Para que as crianças se familiarizem com a linguagem escrita, leia o que está escrito, sem acrescentar nem omitir nada. Na hora de contar uma história, a linguagem é menos formal e mais coloquial.
Conhecer para indicar. Na hora de partir para a produção das resenhas, os alunos precisam conhecer muito bem os livros que serão indicados (e gostar deles).
Dividir os grupos. Cabe a você organizá-los de acordo com o conhecimento que as crianças têm sobre a escrita. A mais experiente vira escriba, enquanto as outras ditam o texto.
Revisar para facilitar. A discussão coletiva de cada texto tem o intuito de torná-lo mais fácil e instigante para o leitor.

Quer saber mais?
CONTATO
Creche/Pré-Escola Central da Universidade de São Paulo, Av. da Universidade, 200, 05508-900, São Paulo, SP, tel. (11) 3032-2233

BIBLIOGRAFIA
Além da Alfabetização, Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky, 296 págs., Ed. Ática, tel. (11) 3990-2100, 39,50 reais
Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem, Telma Weisz, 136 págs., Ed. Ática, 33,50 reais
Ler e Escrever na Escola, Delia Lerner, 128 págs., Ed. Ar tmed, tel. 0800-703-3444, 32 reais
Ler e Escrever, Anne-Marie Chartier, Christiane Clesse, Jean Herbrard, 170 págs., Ed. Artmed, 38 reais
Psicopedagogia da Linguagem Escrita, Ana Teberosky, 152 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2233-9000, 25,60 reais

GEEMPA na web

Abaixo, vc encontrará várias notícias sobre o GEEMPA, classificadas pelas mais recentes...
Boa leitura!

UFMG, 15 de setembro de 2004

Governo do Piauí, 29 de janeiro de 2003

Jornal do Brasil, 14 de maio de 2000